A Fricativa
Ainda em construção... Por fim , terá um pouco de tudo... Esta descrição também está em construção! Aguardem Novidades...
Testando, um, dois, três!!!
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
terça-feira, 15 de março de 2011
A história do Scarpin Prata
Hoje, irei contar a vocês a história de um scarpin prata, um erro, algumas leis e um celular de câmera 0.3 pixels do qual, por muito tempo, senti muita falta.
Era uma bela tarde de...alias, não sei que dia da semana foi, mas lembro me que era uma bela tarde. Enfim, haviam prenúncios de que minha prima ia se casar, e eu, muito rapidinha, ativei minha visão laser em busca da vestimenta perfeita – isso inclui os acessórios!!!
Nunca gostei de expor fatos, assim, tão pessoais e meus, nas poucas linhas que escrevo raramente neste blog, mas acho que perderei a linha por algumas linhas ao contar isso.
Ao perambular pelas ruas centrais de Moc City (também conhecida como princesinha do norte mineiro) vidrei-me em uma vitrine. Ele era lindo! Maravilhoso! Tinha que ser meu! Todo meu! Bem, não estou falando de nenhum modelo vivo, exposto na loja não! Estou falando de um Scarpan Prata! Naquele momento, como qualquer mulher, ao ver um sapato, eu morreria por ele, ou, me enforcaria em dívidas por ele! Custasse o que fosse... Na verdade, naquela época eu era designer de brincos (designer??? nome bonito para uma pessoa que só fazia brincos para si!!! uauaua), e tinha um que combinava certinho com aquele sapato.
O preço do danado? Na vitrine estava exposto 90,00 e alguma coisa. Entrei na loja, experimentei, andei, desfilei, namorei, olhei, e decidi levar! Era meu!
Quer dizer... ainda NÃO era meu. Ao pagar o danado do sapato, fui educadamente informada que o valor dele era de 120,00... Ai, enfim, começou o bom da história!
Eu bati o pé que ia levar o sapato por 90,00, assim como estava anunciado na loja. Por parte dos funcionários, houve desespero e gritaria... corriam como loucos de um lado para o outro!!! Era o fim!
Brincadeira...
Não foi assim, mas sei que em pouco tempo a loja inteira já sabia que eu estava lá brigando pelo preço anunciado. Veio o atendente, outro atendente, nesse meio termo, eu já tinha tirado uma foto do sapato com o preço da vitrine, veio o gerente... Acho que até o Papa foi lá, para me convencer de pagar 120,00 no sapato. No entanto, vinham em minha mente, teorias conspiratórias... E se estes funcionários estão cobrando a mais para ficar com esse dinheiro para eles? E se eles estão fazendo isso com todos os clientes? Mas a lei...ela está do meu lado! Isso é errado! Estão passando um rolo compressor em cima dos meus direitos! Ah, isso não pode ficar assim!!! Então, veio o dono da loja. Ele sentou comigo, perguntou qual o problema e me ouviu... Eu disse tudo o que tinha ocorrido para ele. Que eu não posso arcar com os erros da loja e que eles tinham que vender pelo preço ofertado. E como ficavam minhas expectativas? Enfim, quase declamei todo o código do consumidor. Disse que ia ao Procon. E ele tentou me convencer do contrário. No entanto, foi uma conversa amigável. E o preço errado ainda permanecia na vitrine, enquanto tudo isso acontecia.
No final das contas, ele perguntou sobre mim e recebi um elogio. Ele disse que eu estava certa. Foi muito educado. Resolveu meu problema, fez-me propostas de parcelamento atrativas, propagandeou sobre seus produtos, ofertou uma bolsa, junto do sapato e ganhou uma cliente e meu respeito.
Dói muito a um consumidor, pelo menos, a mim, saber que está sendo DESCARADAMENTE, lesado. No entanto, se a empresa oferece rápidos meios de confortar e resolver o problema de seu consumir, isso mostra que ela tem sinergia, isto é, sabe se colocar no lugar do outro, entender suas necessidades e reconhecer seus próprios erros. Essa empresa cresce. Vigora e tem brilho nos olhos de seus clientes. Tem respeito.
Já faz tempo que isso aconteceu... Creio que uns 3 anos atrás. Já perdi o celular, minha prima só foi se casar no ano passado... E nem usei o bendito sapato no casamento! Este é o lado cômico da história. O lado ruim é que muitos consumidores vêem sem poder fazer nada, seus direitos atropelados por empresas que ainda não aprenderam a respeitar seus clientes.
Sem muito mais delongas, essa história me veio à mente porque nem sempre se tem um final feliz. Estou com uma internet em casa que mais parece uma história épica de Homero. Solicitamos que fosse instalada em dezembro, mas só começou a ser instalada em um domingo de janeiro. Era pra ser o cabo no desktop e o wifi no notebook. Deu vírus no desktop. Disseram que entregariam a CPU do desktop na segunda, um dia após terem a levado. Demoraram mais de um mês. Entregaram a CPU (entregaram não... meu irmão foi buscar...kkkk, para rir, né), mas só tinha internet de cabinho no notebook. Na quarta-feira passada, salvo engano, instalaram o wifi. Era um tal de ‘vou lá amanhã... hoje...’ e nada.
Fui chata, admito. Liguei incessantemente. Gastei celular (ainda bem que a Tim ora por mim). E por fim, minha net cai (na verdade, ela bloqueia o acesso), ao tentar abrir o vídeo (para mim é alguma porta não liberada, para eles é vírus... bem, eu pesquisei na internet... testei na internet discada e funcionou...).Tem um fio passando pela minha janela, no meio do meu quarto, falaram que iam trocar a placa da antena e a última palavra que chegou aos meus ouvidos foi de que o proprietário não quer ouvir minha voz, porque num acesso súbito de fúria, eu enviei um ‘msn’ muito desaforado. E hoje já é dia 15 de março... E nem sei como essa novela vai terminar. Então tomem as suas próprias conclusões. Estou triste porque a única pessoa que poderia fazer um final feliz não entendeu as nossas necessidades, não me procurou pessoalmente para resolver as coisas. Não honrou a palavra uma única vez. Alias, até honrou... Com um ‘delay’ de trinta dias... uma semana... Quinze dias... e assim vai.
No mais, não se omitam como fiz desta vez. Briguem quando por ciência de seus direitos. Porque eles são de todos. Xingamos (sim, ‘xingar’ é com X) muito os políticos pelas suas atitudes, mas se nós, gente comum, massa, não mudarmos nossas atitudes perante o próximo respeitando-nos seja como pessoa física ou jurídica e não educarmos melhor os filhos, é só isso mesmo que teremos. Resignação. Sei que este último parágrafo está muuuuuuuuuuuito PIEGAS, mas toda verdade é clichê.
E, sempre que se sentirem lesados, procurem o site Reclame Aqui, ele faz milagres por nós!
quarta-feira, 2 de março de 2011
Humanos...

Depois de um tempo,
você deseja que as pessoas sejam reais
e não boas.
Pessoas reais não é um sinônimo para pessoas más. Porém muito menos um antônimo de boas.
Mas pessoas precisam ter sangue nas veias.
Gente que só abaixa a cabeça e
dá sorrisos, milhares desses a todos, não presta.
Não presta porque é um ser humano e seres humanos são dotados de sentimentos.
Pessoas 100% boas com todos, guardam indignação, ódio, rancor, inveja e outras cositas más em algum lugar de si.
Guardam e compartilham com seu Id.
Pessoas têm que ter sangue nas veias. Tem que conhecer e portar a sabedoria de serem sinceras. A humanidade evoluiu e dominou a capacidade de falar, de se expressar por palavras,
para isso, senão, tínhamos ficado nos gestos de acenar, sorrir e balançar a cabeça.Todos nós falhamos a todo tempo. Fazemos besteiras. Temos defeitos. E só melhoramos quando o outro nos ajuda a nos enxergar e crescer. A imagem do eu é fragmentada e formada pela percepção que o outro tem deste eu.
Você não é o que pensa que é, e sim, aquilo que os outros pensam que você é em seu trabalho, na escola, em sua casa.
Você também não é perfeito.
Ahhhh, isso você certamente não é. Porque ninguém é.
Não peça a Deus pessoas boas em sua vida. Peça pessoas de sangue, que irão brigar com você quando estiver errado, que não te agradecem o tempo todo, que se dão ao direito de se sentirem ofendidas e magoadas. Que sofrem. Que são felizes. Isso são seres humanos. Estas são pessoas que irão lhe complementar todos os dias e que você desejará se espelhar.
Pessoas boas são Saiba ser um ser humano.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Je t’aime mon amour!!!
Hoje, fuçando (significado: procurar, do verbo fuçar) uns sites de sapatos femininos, em um deles o tema do site era uma música chamada Ce Jeu da cantora Yelle. Foi paixão a primeira vista – ou paixão a primeira “ouvida”! Com um dicionário de 5 palavras que consegui lembrar como se escreviam em francês, consegui identificar em um site de letras a música, e por extensão a cantora.
Então, deixo, neste post uns links de algumas músicas e vídeos.
Aguardo seus comentários!
Abraços!
Banda: Vive la fete
Mr. Le President:
Touche pas:
http://www.youtube.com/watch?v=mP9Pnl6npQs
YELLE
YELLE
YELLE MÚSICAS:
Cooler Couleur
http://www.youtube.com/watch?v=XNDaMRkz7q8&feature=related
CE JEU
http://www.youtube.com/watch?v=LoY37T_nv5U
Website: http://www.yelle.fr/

Carla Bruni
Quelqu'un m'a dit
http://www.youtube.com/watch?v=irW11zhzYcM&feature=relatedL'Amoureuse
http://www.youtube.com/watch?v=Me7wlASiKUg&feature=related
Raphaël
http://www.youtube.com/watch?v=riXYWLo622w&feature=related
Gregory Lemarchal
Com Lucie Silvas - Meme Si:
Com Lucie Silvas - Meme Si:
http://www.youtube.com/watch?v=LW7qtzucAeQ
De temps en temps:
http://www.youtube.com/watch?v=UwZie_Q7U-k&feature=related
Je suis en vie:
http://www.youtube.com/watch?v=qHeNzQdC3Ws&feature=related
A corps Perdu:
http://www.youtube.com/watch?v=TzaLljwQhfQ&feature=related
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Ah, o interior...

Um contexto tão comum hoje, já foi motivo de euforia, borboleta na barriga e curiosidade para mim: a ingênua necessidade de conhecer ao vivo e a cores, com áudio e tudo, um estrangeiro.
Para uma pacata cidadã de uma cidade incrustada no norte mineiro, incrustada no cerrado, nos gerais, nas caatingas, de ruas de paralelepípedo e vida pausada, muitas coisas legais e popularmente difundidas nas grandes capitais do mundo, ou em regiões bem desenvolvidas, só foram acessíveis a mim, através das 20 polegadas de uma televisão. Porém, devo avisar que se eu assistia algo no quarto de minha mãe, então, eram através de 14! Miseras 14 polegadas.
Assim, coisas tecnológicas e rotineiras para cidadãos metropolitanos se tornavam possíveis e plausíveis. Eu não achava, por exemplo, uma escada rolante coisa do outro mundo. Era algo cabível. Então, de alguma forma, achava, sim, essas coisas frívolas e comuns. Porém, o que eu não havia descoberto ainda era que o entendimento sobre o funcionamento dessas maravilhas do mundo moderno era o que realmente me causariam espanto e temor.

É como um brinquedo novo. Quando você olha a criança da propaganda manuseando-o, você pensa que é “facim, facim”, mas vai mexer para você ver! Da uma dor de cabeça... Da televisão, tudo parecia muito simples. Muito fácil. Rotineiro.
A primeira vista, escadas rolantes parecem quase que a extensão das pernas das pessoas. Estas dão um passo à frente e sobem nelas, ficam estacionadas, olhando vitrines e decorações, e quando você percebe, as pessoas já estão dando um rápido passo para delas saírem.
Sim. Mesmo olhando as vitrines, a decoração, as roupas das mulheres, o sorriso dos homens, o cérebro estava ativo para prover o rápido movimento de saída da engenhoca. É muito simples: põe um pé, o outro. Fica parado. Finge que já fez isso milhares de vezes. Kkk. Muito trivial. Quando chegar lá em cima, é só tirar um pé rápido do degrau, depois o outro, e continuar andando! Olha que gostoso, subir um andar sem fazer esforço. Foi mais ou menos isso que pensei. Mas no fundo, a sensação que me passava era a de que todas as pessoas que ali estavam, sabiam que era a primeira vez que eu ia andar de escada rolante. Imaginava elas olhando para mim e rindo. Exclamando “olha a caipira! Olha! Nunca andou de escada rolante. Kkkk”. As gargalhadas soavam altas em minha cabeça. Pensava “e se eu cair? Todos terão certeza que eu não sei mexer com esta coisa.”

Tenho que confessar a vocês. A primeira vez que andei de escada rolante, foi em setembro de 2007. Eu tinha 21 anos. Eu olhei para ela. Os degraus subindo, os degraus subindo (nossa! Agora tenho uma dúvida terrível que me consome: degraus ou degrais? Aff, isso é outra conversa. No final do texto, eu respondo).
Fiquei olhando, olhando. Criando coragem e desenvolvendo táticas de movimento mimetista: é só fazer do jeito que os outros fazem! Borboletas na barriga, borboletas na barriga! Sinto uma emoção, uma vontade de rir sozinha, ou chorar! Vou tentar, vou tentar! Não posso dizer a minha amiga que nunca andei de escada rolante. Terrível. Terrível caipira! Se pensa tão moderna! Fui!
Não nego. Na hora até tremi. Tremi igual vara verde. E agora, para sair? É... sair é mais difícil, sempre é. Mas dei um pulo rápido e saí! Nossa. Que vontade de rir! Que vontade de saltitar! De gritar bem alto: “foi minha primeira vez! Minha primeira vez!” Deixo bem claro que me refiro a

ANDAR DE ESCADA ROLANTE, para as mentes pecaminosas que queiram usar minhas frases contra mim.
Foi gostoso. Deu vontade de ficar igual criança: subindo e descendo de escada rolante!
Porém, comecei essa história para falar de estrangeiros e acabei de descrever a mim em um momento em não se refere mais a pessoa que hoje sou. Não falei de estrangeiros, mas sinto que tudo isso foi uma estrangeira quem escreveu. Muitas linhas. Os estrangeiros ficam para um outro dia. Tem mais história por aí. Quanto aos degraus, são degraus mesmo que devem ser ultrapassados para se chegar a algum lugar.
terça-feira, 29 de junho de 2010
Penso, logo... Duvido!
Já dizia o velho Descartes que aquele que pensa, tem ciência de sua própria existência. Em sua célebre frase Cogito, ergo sum, isto é, penso, logo, existo, este filósofo resumiu em três palavras a condição da diferenciação humana de outras espécies. Implicitamente, quem sabe, era uma inferência de nossa criatividade e capacidade de tentar moldar o mundo a nossa necessidade.
Peço, no entanto, que os ilustríssimos leitores deste texto não pensem que escrevi verdades acima. Muito menos que li grandes livros de filosofia antiga e os entendi. Não é nada disso. Ao lembrar da frase de Descartes, apenas tive um palpite sobre o que ela poderia dizer. Quem sabe, poder-se-ia chamar isso, acima, de um breve pensamento.

Legenda: Escultura O Pensador (Le
penseur) Auguste Rodin
Por outro lado, essa frase também nos permite, com nossa criatividade e brilhantíssima capacidade de pensar, criar inúmeras paráfrases (quem sabe) paródias que o Descartes deixou de ouvir: penso, logo... necessito! Penso, logo... consigo! Penso, logo... quero! Penso, logo... Sexo! Brincadeira! Porém, penso que muitos homens funcionam assim...
Bem, afora feminismos - e brincadeiras a parte. O assunto é serio. Tão sério que se comporta como síndrome.
Para chegar ao meu intento, e descrever o que me faz escrever estas rápidas linhas hoje, remoto aos meus tempos de criança, num leve feedback de minha jornada escolar para chegar a raiz que assola - se não a humanidade - a muitos que estão em uma pós-graduação de verdade: a raiz da síndrome do relativismo. 
Imagino que, talvez, essa síndrome não se instalasse em mim agora se, quando criança, ou adolescente, na escola, meus caríssimos e digníssimos professores, me lembrassem de uma coisa que nunca aprendi até um ano atrás: nada realmente é o que parece.
Deste modo, creio que eles (teachers) poderiam ter iniciado o meu aprendizado e dos demais colegas pelo ensinamento do π (Pi), número infinito, para que eu pudesse entender que o mundo não é tão simétrico, simples e claro, como ele aparenta ser em um primeiro momento. Enfim, ensinaram primeiro que 2+2 eram 4. Exatamente assim. Não há nada o que se questionar. É assim. Exato, claro, resumido. Sempre 2+2 será 4. Sempre 2+2 foi 4 e assim será até os últimos dias de nossas vidas.
O que deveria ser lembrado é que dois, mais, igual e quatro são construtos abstratos da mente humana. Não são coisas do mundo real. Apenas uma representação ou um símbolo manuseável. Tanto é que podemos ter qualquer coisa na quantidade dois e qualquer coisa na quantidade quatro e assim por diante. Porém, se eu tiver três lápis de 15 cm e um de 1cm, eu tenho 4? É... penso que isso é um pouco questionável.
Há um momento de sua vida, lá na frente, que se você continua seus estudos, exige-se que você critique. Que você faça o seu parecer. Faça uma análise. Uma descrição. Desenhe com os símbolos alfabéticos uma visão sua de um objeto exterior. Ou abstrato e interior ou exterior.
Porém, a todo tempo, o que a escola básica, mas fundamental- como o próprio nome diz, mas inserindo o ensino médio e até algumas graduações – ensina são conhecimentos que o aluno enxerga como pronto e acabado, criado por uma célebre mente humana brilhante que deve ser no mínimo inquestionável. A escola, aliás, o livro didático, escolhe uma verdade acabada para o aluno. A história do livro de História é somente uma. E quando digo uma, não me refiro ao grupo histórico representado, mas sim, a idéia que é vendida pronta e acabada. A história escrita por apenas um autor – ou uma corrente de autores. Ou em uma ordem cronológica até o último autor que é o melhor.
Atualmente dizem que Plutão não é um planeta. Será que todos os cientistas concordam unanimemente com isso? Será que antes todos concordavam que Plutão não era um planeta? Penso que isso é muito difícil. Se as mentes mais brilhantes do mundo pudessem ser unânimes com alguma coisa, mesmo que pequena, penso que nada no mundo seria tão conflitante e “indialogável” como é (um neologismozinho, aqui quem sabe, outro).
As ciências, mesmo aquelas mais exatas seguem receitas de como o mundo pode ser absolutamente organizado, mas ele não é. Toda visão é relativa e irá mudar dependente do grupo que souber angariar o discurso mais eloqüente que convença a maior parte da platéia.
Receitas nem sempre dão certo. Vejam os recalls de carros, carrinhos de bebê, peças automobilísticas ou informáticas. Esta semana tivemos recall até de cereal. Aposto que você (ou um conhecido) já comprou um produto que apresentou problema e teve que ser trocado. Isto é, nada é tão regular quanto parece.
Afora isso, quem nos garante que todo remédio contem exatamente a mesma composição? Que seus elementos mais estáveis se comportam com a finalidade de sanar doença X e não provocar Y? Quem nos garante que o Y não será provocado?
Porque sempre é o organismo que reage diferente ao remédio e nunca, talvez a hipótese, de a mesma fórmula da embalagem A não fazer o mesmo efeito da embalagem B?
Que todas as calorias informadas nas embalagens são minuciosamente corretas?
Que toda banana tem Z de potássio? Ninguém nos garante 100%. Nosso mundo é construído por meio de testes, probabilidades, experiências empíricas e assim por diante.
Sim. Tudo é relativo, e quando digo relativo, não é o relativo que você pensa. É mais complexo do que isso. E olha que eu nem comecei a questionar as pesquisas quantitativas/qualitativas sociais, principalmente as fundadas em entrevistas/ questionários ou diálogo participante. Resumo-as na frase do personagem protagonista da série (que leva o seu nome) Dr. House: “Everybody lies”.
O sábio conhecimento popular diz que “certeza, absoluta, só se tem da morte”. Esta é uma verdade pura. De resto, duvide. Duvide de tudo. Mas lembre-se: ainda bem que informaram que a caminha é um método contraceptivo com taxa de segurança de 98%. Será?