Testando, um, dois, três!!!


terça-feira, 15 de março de 2011

A história do Scarpin Prata


Hoje, irei contar a vocês a história de um scarpin prata, um erro, algumas leis e um celular de câmera 0.3 pixels do qual, por muito tempo, senti muita falta.
Era uma bela tarde de...alias, não sei que dia da semana foi, mas lembro me que era uma bela tarde. Enfim, haviam prenúncios de que minha prima ia se casar, e eu, muito rapidinha, ativei minha visão laser em busca da vestimenta perfeita – isso inclui os acessórios!!!
Nunca gostei de expor fatos, assim, tão pessoais e meus, nas poucas linhas que escrevo raramente neste blog, mas acho que perderei a linha por algumas linhas ao contar isso.
Ao perambular pelas ruas centrais de Moc City (também conhecida como princesinha do norte mineiro) vidrei-me em uma vitrine. Ele era lindo! Maravilhoso! Tinha que ser meu! Todo meu! Bem, não estou falando de nenhum modelo vivo, exposto na loja não! Estou falando de um Scarpan Prata! Naquele momento, como qualquer mulher, ao ver um sapato, eu morreria por ele, ou, me enforcaria em dívidas por ele! Custasse o que fosse... Na verdade, naquela época eu era designer de brincos (designer??? nome bonito para uma pessoa que só fazia brincos para si!!! uauaua), e tinha um que combinava certinho com aquele sapato.
O preço do danado? Na vitrine estava exposto 90,00 e alguma coisa. Entrei na loja, experimentei, andei, desfilei, namorei, olhei, e decidi levar! Era meu!
Quer dizer... ainda NÃO era meu. Ao pagar o danado do sapato, fui educadamente informada que o valor dele era de 120,00... Ai, enfim, começou o bom da história!
Eu bati o pé que ia levar o sapato por 90,00, assim como estava anunciado na loja. Por parte dos funcionários, houve desespero e gritaria... corriam como loucos de um lado para o outro!!! Era o fim!
Brincadeira...
Não foi assim, mas sei que em pouco tempo a loja inteira já sabia que eu estava lá brigando pelo preço anunciado. Veio o atendente, outro atendente, nesse meio termo, eu já tinha tirado uma foto do sapato com o preço da vitrine, veio o gerente... Acho que até o Papa foi lá, para me convencer de pagar 120,00 no sapato. No entanto, vinham em minha mente, teorias conspiratórias... E se estes funcionários estão cobrando a mais para ficar com esse dinheiro para eles? E se eles estão fazendo isso com todos os clientes? Mas a lei...ela está do meu lado! Isso é errado! Estão passando um rolo compressor em cima dos meus direitos! Ah, isso não pode ficar assim!!! Então, veio o dono da loja. Ele sentou comigo, perguntou qual o problema e me ouviu... Eu disse tudo o que tinha ocorrido para ele. Que eu não posso arcar com os erros da loja e que eles tinham que vender pelo preço ofertado. E como ficavam minhas expectativas? Enfim, quase declamei todo o código do consumidor. Disse que ia ao Procon. E ele tentou me convencer do contrário. No entanto, foi uma conversa amigável. E o preço errado ainda permanecia na vitrine, enquanto tudo isso acontecia.
No final das contas, ele perguntou sobre mim e recebi um elogio. Ele disse que eu estava certa. Foi muito educado. Resolveu meu problema, fez-me propostas de parcelamento atrativas, propagandeou sobre seus produtos, ofertou uma bolsa, junto do sapato e ganhou uma cliente e meu respeito.
Dói muito a um consumidor, pelo menos, a mim, saber que está sendo DESCARADAMENTE, lesado. No entanto, se a empresa oferece rápidos meios de confortar e resolver o problema de seu consumir, isso mostra que ela tem sinergia, isto é, sabe se colocar no lugar do outro, entender suas necessidades e reconhecer seus próprios erros. Essa empresa cresce. Vigora e tem brilho nos olhos de seus clientes. Tem respeito.
Já faz tempo que isso aconteceu... Creio que uns 3 anos atrás. Já perdi o celular, minha prima só foi se casar no ano passado... E nem usei o bendito sapato no casamento! Este é o lado cômico da história. O lado ruim é que muitos consumidores vêem sem poder fazer nada, seus direitos atropelados por empresas que ainda não aprenderam a respeitar seus clientes.
Sem muito mais delongas, essa história me veio à mente porque nem sempre se tem um final feliz. Estou com uma internet em casa que mais parece uma história épica de Homero. Solicitamos que fosse instalada em dezembro, mas só começou a ser instalada em um domingo de janeiro. Era pra ser o cabo no desktop e o wifi no notebook. Deu vírus no desktop. Disseram que entregariam a CPU do desktop na segunda, um dia após terem a levado. Demoraram mais de um mês. Entregaram a CPU (entregaram não... meu irmão foi buscar...kkkk, para rir, né), mas só tinha internet de cabinho no notebook. Na quarta-feira passada, salvo engano, instalaram o wifi. Era um tal de ‘vou lá amanhã... hoje...’ e nada.
Fui chata, admito. Liguei incessantemente. Gastei celular (ainda bem que a Tim ora por mim). E por fim, minha net cai (na verdade, ela bloqueia o acesso), ao tentar abrir o vídeo (para mim é alguma porta não liberada, para eles é vírus... bem, eu pesquisei na internet... testei na internet discada e funcionou...).Tem um fio passando pela minha janela, no meio do meu quarto, falaram que iam trocar a placa da antena e a última palavra que chegou aos meus ouvidos foi de que o proprietário não quer ouvir minha voz, porque num acesso súbito de fúria, eu enviei um ‘msn’ muito desaforado. E hoje já é dia 15 de março... E nem sei como essa novela vai terminar. Então tomem as suas próprias conclusões. Estou triste porque a única pessoa que poderia fazer um final feliz não entendeu as nossas necessidades, não me procurou pessoalmente para resolver as coisas. Não honrou a palavra uma única vez. Alias, até honrou... Com um ‘delay’ de trinta dias... uma semana... Quinze dias... e assim vai.
No mais, não se omitam como fiz desta vez. Briguem quando por ciência de seus direitos. Porque eles são de todos. Xingamos (sim, ‘xingar’ é com X) muito os políticos pelas suas atitudes, mas se nós, gente comum, massa, não mudarmos nossas atitudes perante o próximo respeitando-nos seja como pessoa física ou jurídica e não educarmos melhor os filhos, é só isso mesmo que teremos. Resignação. Sei que este último parágrafo está muuuuuuuuuuuito PIEGAS, mas toda verdade é clichê.

E, sempre que se sentirem lesados, procurem o site Reclame Aqui, ele faz milagres por nós!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Humanos...


Depois de um tempo,

você deseja que as pessoas sejam reais

e não boas.

Pessoas reais não é um sinônimo para pessoas más. Porém muito menos um antônimo de boas.

Mas pessoas precisam ter sangue nas veias.

Gente que só abaixa a cabeça e

dá sorrisos, milhares desses a todos, não presta.

Não presta porque é um ser humano e seres humanos são dotados de sentimentos.

Pessoas 100% boas com todos, guardam indignação, ódio, rancor, inveja e outras cositas más em algum lugar de si.

Guardam e compartilham com seu Id.

Pessoas têm que ter sangue nas veias. Tem que conhecer e portar a sabedoria de serem sinceras. A humanidade evoluiu e dominou a capacidade de falar, de se expressar por palavras,

para isso, senão, tínhamos ficado nos gestos de acenar, sorrir e balançar a cabeça.

Todos nós falhamos a todo tempo. Fazemos besteiras. Temos defeitos. E só melhoramos quando o outro nos ajuda a nos enxergar e crescer. A imagem do eu é fragmentada e formada pela percepção que o outro tem deste eu.

Você não é o que pensa que é, e sim, aquilo que os outros pensam que você é em seu trabalho, na escola, em sua casa.

Você também não é perfeito.

Ahhhh, isso você certamente não é. Porque ninguém é.

Não peça a Deus pessoas boas em sua vida. Peça pessoas de sangue, que irão brigar com você quando estiver errado, que não te agradecem o tempo todo, que se dão ao direito de se sentirem ofendidas e magoadas. Que sofrem. Que são felizes. Isso são seres humanos. Estas são pessoas que irão lhe complementar todos os dias e que você desejará se espelhar.

Pessoas boas são
inimigos ocultos esperando para nos dar o bote a qualquer momento. Odeiam-nos caladas. Resignam-se caladas.

Saiba ser um ser humano.