Testando, um, dois, três!!!


domingo, 20 de junho de 2010

Brasil 3 x 1 Costa do Marfim




Como muitos brasileiros, eu não sou adepta a assistir a jogos de futebol. Porém, de quatro em quatro anos eu paro para prestigiar a seleção brasileira, assim, também, como a maioria dos brasileiros. Ironicamente, mesmo não acompanhando o desempenho dos jogadores durante o ano, em times nacionais e internacionais, eu e milhões de brasileiros exigimos qualidade. E muita qualidade daqueles que nos representam.
O que os brasileiros querem da seleção quando acompanham a copa? A resposta é muito simples: o tal "espetáculo da bola"! Creio que, como meu, a grande maioria dos brasileiros e o resto do mundo cresceu ouvindo que nós somos os bons de bola! O país da bola! dos melhores jogadores, enfim...
Para um brasileiro, a seleção não tem que ganhar o jogo - isso está implícito - ela tem que dar show de bola: dribles, passes e outras cositas más. Se o Brasil ganhar a copa sem show, para a gente não vale. E não vale, também, deixar que o outro time faça gols no final da partida - mesmo se estamos com a partida ganha: "nós somos os bons de bola!" - A coisa deveria obrigatoriamente terminar em um dois a zero! Três a zero - para a gente, é claro!
Posso dizer que apesar do jogo de hoje ser sofrido - e bastante sofrido - tivemos o tal esperado espetáculo! Ele já tinha se iniciado timidamente com o primeiro gol do Brasil no último jogo contra a Coréia do Norte. Foi um gol para torcedor nenhum botar defeito! Mas ainda faltava para nós brasileiros ver nesta copa a individualidade característica de tantos crackes brasileiros como Ronaldinho e Romário...
Não encontro palavras para descrever em meio a boa malandragem da oportunidade o show de hoje. Apesar de, para mim, os gols serem, às vezes, mais daqueles que forneceram o passe do que daquele que os finaliza, rendo me a elegância "oportunista" e a desenvoltura do Luis Fabiano. Desde a primeira vez que o vi jogar, eu sabia que ele era diferente. Foi a mesma coisa que senti ao ver o Lúcio jogar e hoje, como vemos, ele se tornou, respeitosamente, o grande capitão desta equipe. Se assim continuar, creio que o futuro, ou já o presente, do Luis Fabiano não será diferente.
Ao atentar para essas previsões, percebo que a veia futebolística está no gene do brasileiro. Mesmo sendo um torcedor de copas, o olhar treinado de bom entendedor, mesmo adormecido, está ali.



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