Crônica 5 (31/07)
A primeira vez... na escola!
Aos 4 anos, entrei na escola, na escolinha da tia Márcia,
que até hoje ainda existe. Não me lembro bem como foi o meu primeiro dia de
aula, como era o meu uniforme, mas lembro-me perfeitamente do universo que me
rodeava.
Lá, tinha tudo que eu gostava! Tinha outras crianças, com as
quais fiz amizade, tinha desenho todo dia – eu amava desenhar – tinha brinquedos
diferentes – eu era apaixonada com uma casinha grandona que tinha lá – e tinha
todo um universo imaginativo, que extrapola a minha cabecinha de criança e
recriava um outro universo.
Das histórias da escola, lembro-me também, e agora com muita
perfeição, das grades que a separavam da rua. Era uma pequena varanda de
grandes. Grades com as quais encenei grandes micos para minha mãe.
Eram naquelas grades que eu me grudava para não ir embora da
escola. Queria dormir lá. Chorava, esperneava, gritava, garrava e agarrava às
grades, como se as suplicassem para que não me deixasse ir. Queria que elas me
envolvessem em seus braço-grades finos, me acolhessem e me deixassem ali!
A argumentação era precisa: “mãe, aqui tem colchãozinho!
Posso dormir aqui sim!”. Queria ficar lá, com os desenhos, com a casinha, com as
tartarugas... Era o meu mundo encantado!
Na mesma época, minha prima e melhor amiga também entrou na
escolinha. Mas ela não gostou muito de lá. Foi sozinha e chorou, foi com a mãe –
que eu lembro que um dia ficou lá – e chorou, e fiquei com ela e ela chorou!
Não entendia como ela não queria ficar lá, se eu estava lá (kkkk, risos)!
Criança sempre se acha muito, né! Mas eu era sua companheirinha e tava lá.
Mas nem só de escolinha vive uma criança. Quando não tinha escolinha,
eu também tinha outro refúgio, meu labirinto, meu acolhedor, meu
outro universo encantado: a venda do meu pai...
E aí, é história para a próxima crônica.

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