Testando, um, dois, três!!!


terça-feira, 2 de agosto de 2016

Crônica 5 (31/07) 

 A primeira vez... na escola!

Aos 4 anos, entrei na escola, na escolinha da tia Márcia, que até hoje ainda existe. Não me lembro bem como foi o meu primeiro dia de aula, como era o meu uniforme, mas lembro-me perfeitamente do universo que me rodeava.

Lá, tinha tudo que eu gostava! Tinha outras crianças, com as quais fiz amizade, tinha desenho todo dia – eu amava desenhar – tinha brinquedos diferentes – eu era apaixonada com uma casinha grandona que tinha lá – e tinha todo um universo imaginativo, que extrapola a minha cabecinha de criança e recriava um outro universo.

Das histórias da escola, lembro-me também, e agora com muita perfeição, das grades que a separavam da rua. Era uma pequena varanda de grandes. Grades com as quais encenei grandes micos para minha mãe.

Eram naquelas grades que eu me grudava para não ir embora da escola. Queria dormir lá. Chorava, esperneava, gritava, garrava e agarrava às grades, como se as suplicassem para que não me deixasse ir. Queria que elas me envolvessem em seus braço-grades finos, me acolhessem e me deixassem ali!

A argumentação era precisa: “mãe, aqui tem colchãozinho! Posso dormir aqui sim!”. Queria ficar lá, com os desenhos, com a casinha, com as tartarugas... Era o meu mundo encantado!

Na mesma época, minha prima e melhor amiga também entrou na escolinha. Mas ela não gostou muito de lá. Foi sozinha e chorou, foi com a mãe – que eu lembro que um dia ficou lá – e chorou, e fiquei com ela e ela chorou! Não entendia como ela não queria ficar lá, se eu estava lá (kkkk, risos)! Criança sempre se acha muito, né! Mas eu era sua companheirinha e tava lá.

Mas nem só de escolinha vive uma criança. Quando não tinha escolinha, eu também tinha outro refúgio, meu labirinto, meu acolhedor, meu outro universo encantado: a venda do meu pai...


E aí, é história para a próxima crônica. 


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