Testando, um, dois, três!!!


segunda-feira, 21 de junho de 2010

Boca de Forno!


Boca de forno, forno!
Jacarandá dá!
E se não ir?
Apanha!
Seu rei mandou dizer...

Achei que depois de anos nunca mais lembraria, com graça, a letra de uma brincadeira que hoje, para mim, se parece tão sem graça, mas que já me fez rir e correr bastante.
Sinto que até entendo melhor os mais velhos depois deste golpe traiçoeiro da memória.
Às vezes, eu pelejava para lembrá-la e nada. E nada. E realmente, do nada, vem à memória e revivo tudo tão claramente. Palavra por palavra.

Neste mesmo dia, reavivi outros versos, já pelejados de antes, e obscurecidos pelo tempo, perdidos nos vãos da mente, sem rumo para volta:

Fulano roubou pão na casa do João!
Quem, eu?
Tu sim!
Eu não!
Então quem foi? Ciclano!

Muitas vezes, pensava sozinha como este tipo de brincadeira não morre, já que eu e meus amigos crescemos sem deixar descendentes. Provavelmente, a maioria deles, com uma memória lastimável como a minha...

Porém, eu já vi, crianças deste século, brincando disso. Este poder é enigmático.

3 comentários:

  1. Perfeito Vi!

    Muito bonito e bem escrito o texto. Mas, sinceramente, sei que é um obvio urulante elogiar alguém que já sei que escritos dessa capacidade são tão normais como o falar do dia a dia.

    Parabéns, linda!, tanto pelo texto como pela iniciativa de escrever em público.

    Só para finalizar, acredito cada vez mais que os órgãos do corpo se apaixonam mutuamente. Só assim para explicar o palpitar de um coração ao sentir o coração do outro e o vibrar de uma mente aquieta ao ver uma produção de outra mente aguçada.

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  2. Oi, Evilázia! Que bom conhecer seu espaço virtual. Dê uma passadinha para conhecer o meu também: www.letrabydani.blogspot.com.

    Bjos!

    Daniele

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  3. Só conheço a do "Fulano roubou pão na casa do João"... e aqui não é "tu sim", e sim "é, você".
    Vamos estudar a variação dialetal nas cantigas infantis, rsrs.

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