Crônica 4 - 31/07
Olé!
Uma filha muito atentada era o que minha mãe dizia ter. Não sei se concordo, mas as histórias dela me fazem rir muito das coisas que fiz. Uma delas foi no bar de Seu Waldir.
Na época, ainda não era um bar, acho que era mais um restaurante, tendo em vista que os acontecimentos ocorreram quando meu pai e minha mãe lá estavam comendo (almoçando). Das minhas memórias próprias, lembro-me de lá como um bar. Um bar que hoje não existe mais.
Para ir para a venda do meu pai, precisava passar lá em frente. Passei lá muitas vezes durante todos esses anos. A impressão que montei, ao longo desses anos, é de um bar espaçoso, de portas marrons e que não tinha muitos produtos – tendo em vista a venda de pai, realmente lá não tinha muitos produtos – mas tinha sinuca, e pai nunca teve sinuca
.
Bem, imagino eu que devia ser um dia de domingo agradável, no qual esses pais recém-casados iam passear e almoçar fora com sua filhinha. Também imagino que tudo corria até bem, meu pai e minha mãe almoçando fora, lá no Seu Waldir.
E... voilà! Tudo corria bem... até que... o forro que cobria a mesa moveu-se, a partir das minhas mãos miudinhas, que o puxaram até que tudo fosse ao chão! T-U-D-O!!!! Comida, bebida, prato!
Tudo voou, voou até atingir o bendito chão!
Será que eu achei que iria puxar o forro e as coisas ficariam sobre a mesa, sem cair? Daquele jeito que os mágicos fazem?
Se era esse o desejo, deu errado! E bem errado! Até hoje minha mãe reclama que era impossível sair comigo! Muito danada! Muito danada, impossível!!!


