Testando, um, dois, três!!!


domingo, 31 de julho de 2016

Crônica 3 - 29/07/2016 - O armário e o rádio





Dentre as memórias, tão distantes no tempo, uma parte é recontada por outros, mas outra é minha. Qual tanto elas e eu tenho de verdade e imaginação, não sei. O tempo passou e, quando ele passa, tudo tende a virar verdade.
Todavia, o material guarda provas e contra provas não há argumentos. Somente fatos. O rádio prova isso. Dentro do armário da sala de casa, há um antigo rádio toca fitas. Um rádio toca fitas guardado e sem uso, provavelmente há 28 anos. O motivo do desuso é óbvio: ele não funciona mais. Já não imprime ondas sonoras no ar. Calou-se.

Mas os motivos que o calaram, aliás, o motivo é peculiar. sei que ele ele já cantou muito e me embalou os quadris pueris. Tocava a Xuxa... Sim... a nova Hebe Camargo das segundas à noite da Record! Era um hilarilarie oh, oh, oh, repetidas, infinitas vezes. Repetidas e infinitas vezes. Repetidas e infinitas vezes.
Mas foi numa brincadeira de índio que nunca mais cantou. Ao invés de Xuxa cantar alto, ele começou a sentir um barulho diferente... não era xu, xu, xu, xa, xa, xa. Era Xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.xixi.
Por que cargas d'água eu fiz xixi nele, não sei. Acho até hoje que eu estava dançando em torno dele, como sempre e, na dança do índio, quis fazer chuva!... Phillips calou-se. E calado está até hoje.
Mas o barulho naquela época não vinha somente do rádio. Vinha também das panelas que rolavam do armário de três portas da cozinha... Naquela época era um costume rotineiro eu entrar pela primeira porta dele e sair pela terceira... Panelas rolavam, minha mãe fazia almoço irada, mas eu, eu imaginava que estava desfilando!!!Desfilando?!?!?!?!?
Amassadas, as panelas sobreviveram.
Phillips, calado, também.

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