Testando, um, dois, três!!!


quarta-feira, 27 de julho de 2016

Preâmbulo?

Faltam 30 dias para os meus 30 anos.
São três décadas. São várias vidas que vivi em uma única. São muitos momentos que esqueci e outros os quais não me esquecerei jamais.

Às 2:50 do dia 27 de agosto, dia ímpar, à gosto de Deus, nasci. Filha primogênita de Seu Elpídio e Dona Antônia, venci a minha primeira batalha: ser a Usain Bolt dos espermatozoides, aquela, diferentona, que iria por nove meses habitar um útero.

Imagino que, naquele casal, após exatos 9 meses de casamento – acreditem! – havia uma expectativa muito grande. Um amor incondicional e uma responsabilidade que segue até os dias de hoje.

Pergunto-me sempre por que vim. Por que eu, do jeito que sou, com minhas vontades, minhas tristezas, minhas alegrias e, principalmente, os meus sonhos. Por que eu que tenho a possibilidade de habitar este mundo num período de cerca de 100 anos e, um dia, deste período, morrer, como muitos que já se foram.

À beira dos trinta, é estranho perceber que você não pode mais ser uma criança. Sentir suas mãos pequenas, a pela sedosa, e ver, pouco a pouco, as roupas não cabendo mais, os chinelos se perdendo.

À beira dos trinta também não se pode mais viver a adolescência. Inclusive, os planos que ela trazia e que também já se passaram.

Destes 30% gastos e que não voltam mais, é preciso repensar os anos que se seguem. O que ser, como ser, com quem ser. Já não temos/tenho todo o tempo do mundo, como dizia Renato.

Propus-me a escrever, durante estes 30 dias, uma reflexão por dia. Assim, 30 textos que irão me expor. O que me assusta. 30 reflexões que gostaria de chamar de crônicas.


Vamos ver no que dá!


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