Preâmbulo?
Faltam 30 dias para os meus 30
anos.
São três décadas. São várias
vidas que vivi em uma única. São muitos momentos que esqueci e outros os quais
não me esquecerei jamais.
Às 2:50 do dia 27 de agosto, dia
ímpar, à gosto de Deus, nasci. Filha primogênita de Seu Elpídio e Dona Antônia,
venci a minha primeira batalha: ser a Usain Bolt dos espermatozoides, aquela,
diferentona, que iria por nove meses habitar um útero.
Imagino que, naquele casal, após
exatos 9 meses de casamento – acreditem! – havia uma expectativa muito grande.
Um amor incondicional e uma responsabilidade que segue até os dias de hoje.
Pergunto-me sempre por que vim.
Por que eu, do jeito que sou, com minhas vontades, minhas tristezas, minhas
alegrias e, principalmente, os meus sonhos. Por que eu que tenho a
possibilidade de habitar este mundo num período de cerca de 100 anos e, um dia,
deste período, morrer, como muitos que já se foram.
À beira dos trinta, é estranho
perceber que você não pode mais ser uma criança. Sentir suas mãos pequenas, a pela
sedosa, e ver, pouco a pouco, as roupas não cabendo mais, os chinelos se
perdendo.
À beira dos trinta também não se
pode mais viver a adolescência. Inclusive, os planos que ela trazia e que
também já se passaram.
Destes 30% gastos e que não
voltam mais, é preciso repensar os anos que se seguem. O que ser, como ser, com
quem ser. Já não temos/tenho todo o tempo do mundo, como dizia Renato.
Propus-me a escrever, durante
estes 30 dias, uma reflexão por dia. Assim, 30 textos que irão me expor. O que
me assusta. 30 reflexões que gostaria de chamar de crônicas.
Vamos ver no que dá!

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